A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) PauTerra II e a RPPN Terra de Maria, ambas localizadas no município de Pirenópolis, Goiás, são as duas novas áreas de conservação no Cerrado.

A criação das áreas contou com apoio do projeto Reservas Privadas do Cerrado, uma iniciativa da Funatura, com financiamento do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês) e apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

As RPPNs estão localizadas em região estratégica, às margens do Córrego Barriguda, principal manancial de abastecimento da cidade de Pirenópolis.

“A atitude dos proprietários ajudará significativamente na formação dos mosaicos de proteção ambiental dessa região, importantes para manter os serviços essenciais à vida das pessoas e da biodiversidade”, afirma o coordenador técnico do projeto, Laércio Machado de Souza.

A RPPN PauTerra II possui 5,60 hectares, e fica no entorno do Parque Estadual da Serra dos Pireneus, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) dos Pireneus.

O proprietário da reserva, Fernando Madueno, lembra que a inciativa do projeto Reservas Privadas trouxe agilidade na desburocratização da documentação solicitada para criação da RPPN, e comemora o fato de ter sido possível dar andamento no projeto de sustentabilidade da reserva.

“A finalidade da RPPN está em promover a educação ambiental para seus visitantes, e também para quem vive próximo da reserva. Esperamos que, apesar de pequena, esta ação possa servir de estimulo para que outros proprietários também tenham interesse em destinar parte de suas terras para conservar a natureza”, conta o proprietário.

O proprietário da RPPN Terra de Maria, Harmut Alfred Oster, relata que os 10,9 ha de Cerrado, destinados para a implementação da reserva, auxiliarão na preservação da rica biodiversidade já existente na região.

“Antes isso aqui tudo era pasto, todo derrubado, agora posso ver essa região voltar a se transformar em área de Cerrado, recuperado. Quero proteger a Nossa Terra além da minha vida, com todas as características e qualidade ambiental, assegurando assim a preservação do território para essa e as futuras gerações”, conclui.

SOBRE RPPN

A modalidade de reserva é prevista na Lei 9.985 do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), e faz parte do Grupo das Unidades de Uso Sustentável.

Apesar de particular, seu caráter de reserva é permanente, isto é, perpétua, não pode ser desfeita. Por ser particular, pode ser vendida, mas quem a comprar deve mantê-la como reserva para sempre. Só são permitidas, dentro da área de uma RPPN, atividades voltadas à pesquisa científica e à visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais.

SOBRE O PROJETO

O Projeto Reservas Privadas no Cerrado teve início em outubro de 2019, com a finalidade de incentivar a criação de RPPNs no Bioma Cerrado.

É executado com recursos do CEPF, uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, Conservação Internacional, União Europeia, Fundo Global para o Meio Ambiente, Governo do Japão e Banco Mundial. É meta do projeto garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.