Em reunião on-line nesta terça-feira (11/05), o Conselho Consultivo do Parque Nacional (Parna) de Brasília retomou as atividades em 2021. Novos conselheiros se apresentaram, entre eles os integrantes da Funatura Mara Moscoso, geógrafa e pesquisadora, como titular, e Pedro Bruzzi, engenheiro florestal, como suplente. A Funatura foi responsável pela elaboração do Plano de Manejo do Parna de Brasília em 1998 e por liderar a inciativa de ampliação do parque logo depois.

Durante a reunião foi introduzida a nova metodologia do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para elaboração e revisão de Planos de Manejo de Unidades de Conservação. Um grupo técnico irá acompanhar a elaboração do novo Plano de Manejo do parque.
 
“A retomada das reuniões do Conselho é muito importante para garantir a participação social. Esperamos contribuir tecnicamente com uma visão de desenvolvimento territorial e ambiental sustentável, considerando a expensão urbana desordenada que o DF vem passando ao longo dos anos”, explica Mara Moscoso. 
 
PARQUE NACIONAL DE BRASÍLIA
 
Conhecido como Água Mineral pelos brasilienses, o Parna de Brasília é famoso pelas piscinas de água límpida que brota de nascentes sob pedras naturais. As minas d'água surgiram à época da construção da nova capital e durante a implantação de vias de acesso e exploração de areia, dando origem à Piscina Pedreira (a Piscina Velha). A visitação crescente levou à construção de uma segunda área, a Piscina Areal (Piscina Nova).
 
O parque dispõe ainda de duas trilhas de pequena a média dificuldade: a da Capivara – trilha para caminhada, com 1,3 quilômetro; e a da Cristal Água – ideal para percorrer de bicicleta, com cinco a 15 km, conforme o percurso escolhido.
 
O Parna de Brasília protege ecossistemas típicos do Cerrado do Planalto Central e abriga as bacias dos córregos formadores da represa Santa Maria, que é responsável pelo fornecimento de 25% da água potável que abastece o Distrito Federal.